Aqui pretendo expressar minha opinião sobre os filmes que vi e gostei, não a opinião de um crítico de cinema, mas a opinião de um leigo que gosta muito de filmes, pretendo compartilhar meu ponto de vista baseado nas minhas impressões que tive sobre o que vi, ouvi e vivi em frente a telinha ou a telona!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Jogo da Imitação



Ficha técnica:
Ano: 2014
Gênero: Drama
Direção de Morten Tyldum
Roteiro de Graham Moore
Elenco (Destaque): Benedict Cumberbatch (Alan Turing)


Opinião pessoal


Parece que tá na moda os filmes biográficos de brilhantes matemáticos, o que me faz aguardar ansiosamente por algum do Einstein, do Bohr, ou mesmo de Marie Curie, apesar dessa não ser matemática. Bem, moda ou não, "O jogo da imitação" é um filme fantástico, mostra de forma um tanto distorcida, mas ainda assim, bem envolvente a vida do brilhante matemático Alan Turing, tido como o pai do computador, que no filme é interpretado pelo ator Benedict Cumberbatch como uma figura de personalidade bastante excêntrica e anti-social, uma brilhante interpretação, diga-se de passagem, cheia de "tiques", expressões e esquisitices, me lembrou muito o Dr. Sheldon Cooper (interpretado por Jim Parsons), personagem da série  The Big Bang Theory (série que eu adoro, por sinal), me pergunto se  o Cumberbatch se inspirou no Dr. Cooper, já que o Jim é tão bem premiado por esse personagem.

O filme Jogo da Imitação conta a história de como o Professor Alan Turing conseguiu quebrar a criptografia da terrível máquina alemã "Enigma" e como a quebra da criptografia ajudou os aliados a vencerem a guerra. O que nos faz refletir sobre o valor da vida, e como nós simplesmente podemos ser tratados como variáveis de uma equação matemática, ou seja, sentimento zero, mas isso só é válido em prol de um bem maior, o problema todo é quem define o que é um bem maior.


Um ponto em que eu acho que o filme pecou foi na descrição da vida e obra do Professor Turing, ficou, digamos, que faltando um norte. Se o viés do filme era a obra do Turing, talvez esmiuçar mais a matemática envolvida no que pode ter sido o primeiro computador primitivo, seria válido, claro que de uma forma bem didática, e é evidente que não estou falando da explicação que Turing dá ao General Menzies. O filme apresenta a máquina, porém é muito sucinto na explicação de como ela funciona, isso nos deixa muito curiosos, eu pelo menos, também não menciona o fato de Alan ser um dos pioneiros na formalização do conceito de algorítimos, tão importante campo da área de programação.

Todavia, se o foco  era a vida pessoal do Alan Turing, caraca! Deixou muito a desejar, o cara foi condenado por ser homossexual, foi castrado quimicamente e se matou em virtude da sua condição e isso tudo acontece no fim do filme, tão rápido que quase se mistura ao letreiro dos créditos finais. Bem, acho que os ingleses não quiseram mostrar o que havia de podre no Reino da Grã-Bretanha, não de forma indecorosa, acredito.


Enfim, fora alguns falhazinhas pontuais, o filme é muito bom, intrigante e envolvente e muito bem recomendado por mim.