Aqui pretendo expressar minha opinião sobre os filmes que vi e gostei, não a opinião de um crítico de cinema, mas a opinião de um leigo que gosta muito de filmes, pretendo compartilhar meu ponto de vista baseado nas minhas impressões que tive sobre o que vi, ouvi e vivi em frente a telinha ou a telona!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Selma: Uma luta pela igualdade


Ficha Técnica

Ano: 2014
Gênero: Drama, História
Direção de Ava DuVernay
Roteiro de Paul Webb
Elenco (destaque): David Oyelowo (Martin L. King Jr.), Tom Wilkinson (Lyndon Johnson).

Opinião Pessoal


Emocionante! Essa é a palavra que descreve Selma, um filme que conta uma fração da luta de Martin Luther King para garantir direitos civis igualitários entre brancos e negros nos EUA. Selma mostra a verdade nua e crua de como era o período de lutas pelo fim da segregação racial. Selma lhe faz chorar, lhe faz ter ódio, comoção, lhe faz se sentir incapaz, lhe faz viver um dos mais lindos momentos da história Americana: a conquista da liberdade, uma liberdade feita com protestos, persistência e sem radicalismo.

"Enquanto a violência cruel continuar contra o povo de Selma. Enquanto fomos atacados com toneladas de gás lacrimogênio, como fossemos inimigos numa guerra, nenhum cidadão neste pais pode se considera inocente, pois sobre todos nós recai a responsabilidade quanto ao próximo."


Martin Luther King é um dos gigantes na luta pelos direitos civis igualitários entre negros e brancos, o homem que esteve disposto a se sacrificar pela luta dos negros para obterem direitos iguais. Uma luta com frutos que não seriam pare ele desfrutar, mas que tornariam o mundo lugar melhor de se viver...

"Nossas vidas não são plenamente vividas se não estamos dispostos a morrer por aqueles que amamos, ou por aquilo que acreditamos."

Outro destaque do filme é para a canção "Glory" que ganhou o Oscar de melhor canção original, uma bela música que resume de forma de som todo o drama de Selma.



sábado, 14 de março de 2015

Êxodos: Deuses e Reis



Ficha Técnica

- Ano: 2014
- Gênero: História, Drama
- Direção de Ridley Scott
- Roteiro de Adam Cooper, Bill Collage, Jeffrey Caine e Steven Zaillian
- Elenco (Destaque): Christian Bale (Moisés), Joel Edgerton (Ramsés II)

Opinião Pessoal

   Êxodos é um filme surpreendente, principalmente pra quem gosta de história, ele facilmente vai lhe levar para o Antigo Egito, pois há uma valorização belíssima dos cenários, das construções, vestimentas e maquiagem. A produção do filme retrata toda imponência e beleza do império egípcio contrastando com toda a miséria e sofrimento do povo hebreu. Um filme visualmente muito bonito.



   Êxodos descreve a fuga dos hebreus de uma forma bastante inusitada, a principio achei que seria uma história semelhante a "Troia" ou ao fracassado "Hércules: as guerras trácias", onde o esforço do homem e a grandeza dos seus feitos são vistos como milagrosos, uma vez que o nosso Moisés é apresentado como um general e guerreiro que gosta de guerras e não sofre remorsos pelos inimigos que mata.



   Entretanto, não é o que observamos, a história acontece de uma forma bastante semelhante ao que contam as Sagradas Escrituras, só que de uma forma bem menos romântica. No meu vago entendimento, diretor e roteiristas quiseram agradar gregos e troianos, pois a figura de Moisés é retratada de uma forma mais de acordo com o posto que o ocupa na corte egípcia, mas sem deixar de lado a interferência divina na libertação do povo hebreu. O que mais me deixou intrigado é a forma como Deus haje neste filme. o Deus Hebreu de Êxodos é bem severo e vingativo, e diferentemente do que estamos acostumados a ver nesta história, Deus haje sozinho, e não por intermédio de Moisés, o que nos faz questionar de uma forma um pouco mais crítica: será que Moisés só estava no lugar certo e na hora certa? Ou a produção quis apenas mostrar que Deus haje de uma forma mais sútil do que pensamos... Enfim, fica a dúvida, mas o fato é que um Moisés fora de foco justifica a atuação tão modesta do Bale.



Ridley Scott é um diretor que já tem em seu currículo grandes produções faraônicas e Êxodos é de fato mais uma delas.

P.S. Adorei a forma com que Moisés vai sem desmilitarizado ao longo do filme, bem sutil e convincente.



terça-feira, 3 de março de 2015

Boyhood



Ficha Técnica

- Ano: 2014
- Gênero: Drama
- Direção de Richard Linklater
- Roteiro de Linklater
- Elenco (Destaque): Ellar Coltrane (Mason Evans Jr.), Lorelei Linklater (Samantha Evans), Ethan Hawke (Mason Evans), Patricia Arquette (Olivia Evans).


Opinião Pessoal

   Boyhood é um filme pra quem gosta muito de filmes, mas é pra quem gosta muito mesmo, por quê? Porque você não vai encontrar várias coisas, que um bom filme tem que ter, para ser chamado de bom, e ele ainda assim vai ser um ótimo filme. Em Boyhood você não vai se acabar de chorar, nem se emocionar fortemente, também não vai se mijar de rir, tão pouco irá encontrar nenhuma retrato de uma crítica social, não vai ter temas polêmicos, nem personagens caricatos. Mas então por que diabos Boyhood é um bom filme? Porque ele retrata a vida como ela é para a grande maioria das pessoas.
   Pra começar, Boyhood é um trabalho de gênio, uma obra prima, sua produção demorou 12 anos para ser concluída, mantendo todos os seus atores ao longo de todo este tempo. O filme ressalta muito mais o genial trabalho do diretor R. Linklater, que também é roteirista, do que a atuação ou a história em si. A delicadeza em demonstrar todas as etapas do desenvolvimento de uma família da infância até a juventude de seus filhos, dá ao diretor Linklater todos os holofotes. Boyhood é um filme em que o principal destaque está no trabalho de direção.

   
   O filme retrata os pequenos dramas do cotidiano e é isso que o torna surpreendentemente envolvente. Em 2 horas e 45 min. de filme você vê uma vida acontecer diante dos seus olhos, com a mesma naturalidade que é pegar o seu álbum de fotografias e ver a sua vida inteira, da infância a juventude, passando foto a foto.
   Apesar de retratar a vida de uma típica família americana, Boyhood consegue fazer com que você se veja de forma muito contextualizada dentro de uma história que facilmente poderia ser a minha ou a sua. O Linklater consegue retratar a vida comum de uma forma realmente comum. E isto é fascinante! 



domingo, 1 de março de 2015

O Grande Hotel Budapeste

Meu amigo Ratolino, tanto insistiu, para que eu criasse um blog para compartilhar opiniões sobre filmes, que enfim sairá a minha primeira postagem. O filme escolhido para primeira foi O Grande Hotel Budapeste.



Ficha Técnica

- Ano: 2014
- Gênero: Comédia
- Direção de Wes Anderson
- Roteiro de Wes Anderson e Hugo Guinness
- Elenco (Destaque): Ralph Fiennes (como Monsieur Gustave H.) e Tony Revolori (como jovem Zero Moustafa)


Opinião Pessoal

   O Grande Hotel Budapeste é um filme nostalgicamente engraçado, de humor sutil, não há em momento algum a necessidade apelativa de se fazer engraçado, e talvez isso o torne divertido, já que eu particularmente odeio comédia. Como trama policial, infelizmente, é um completo desastre! Você sabe exatamente o que vai acontecer do início ao fim do filme, é notável quem são os culpados e você previsivelmente vai conseguir descrever o destino dos algozes.
   O destaque do filme, talvez seja, para o personagem Monsieur Gustave que tem um perfil construído em pilares bem paradoxais, se apresenta como uma figura austera, impecável, de gosto e modos altamente refinados e extremamente profissional, profissional até demais eu diria, já que como parte dos seus serviços como consierge no Grande Hotel Budapeste inclui-se o serviço particular de gigolô, sempre pronto a satisfazer e acalentar velhas senhoras ricas, fúteis, inseguras, superficiais e carentes, claro que tudo feito na mais completa discrição. O personagem passa por situações notavelmente constrangedoras, para alguém de sua envergadura, mas ainda assim, tenta manter a classe que exige o posto de concierge do Grande Hotel Budapeste, como ressalta a sua filosofia "Ainda há uma centelha fraca de civilização nesse matadouro cruel, que já foi conhecido como humanidade"
  O personagem Zero diferente de todos os demais personagens, que apresentam traços bastante caricatos, é incrivelmente apático, mas ao mesmo tempo indispensável a história, como uma espécie de moleta, ele dá todo suporte necessário para as peripécias do Monsieur Gustave.


   O filme é visualmente bonito, os cenários pitorescos, com figurino e maquiagem impecáveis tornam o filme muito agradável aos olhos. Todavia não é um filme surpreendente, e provavelmente irá lhe distrair no tédio absoluto, mas não deve ser nunca o prato principal de uma tarde de filmes.

P.S. O filme conta com um elenco formidável, mas não sei porque eles simplesmente não exploraram isso.